Adeus W12, olá V8 Híbrido: Conheça o BENTLEY CONTINENTAL GT S e sua aceleração de 0 a 100 em 3,5s

De 0 a 100 em 3,5 segundos no silêncio total? Veja por que o novo BENTLEY CONTINENTAL GT S é o híbrido que todos os colecionadores desejam.

Trem de força, números e sensações ao volante

O que há de novo sob o capô: o CONTINENTAL GT S adota uma arquitetura plug-in hybrid que combina um V8 4.0 litros cross‑plane com um motor elétrico, entregando um conjunto total de aproximadamente 670 hp (cerca de 670 CV) e 930 Nm de torque. Na prática isso significa aceleração de 0 a 100 km/h em cerca de 3,5 segundos e velocidade máxima eletronicamente limitada em 306 km/h.

ItemEspecificação / Mudança
ConfiguraçãoV8 4.0L Cross‑plane + motor elétrico (plug‑in)
Potência total670 hp (≈670 CV)
Torque686 lb‑ft / 930 Nm
0‑100 km/h3,5 segundos
Velocidade máxima306 km/h
Autonomia elétricaAté 50 km (30 miles)
TraçãoIntegral (All‑Wheel Drive)

Esses números mostram uma estratégia clara: usar a eletrificação para aumentar entrega de potência e torque de forma imediata, sem sacrificar a experiência de condução típica de um GT. O pacote híbrido permite arrancadas mais fulminantes e uma resposta de torque instantânea do sistema elétrico, reduzindo o lag característico de motores exclusivos a combustão.

Dinâmica de chassi e tecnologia aplicada

Para transformar potência em desempenho controlável, a Bentley transferiu tecnologias da sua versão Speed para o GT S. Entre elas:

  • Direção nas rodas traseiras que melhora manobrabilidade em baixa velocidade e estabilidade em alta;
  • Diferencial eletrônico de deslizamento limitado (eLSD) para distribuir torque com maior precisão entre as rodas de trás;
  • Sistema anti‑rolagem ativo de 48V para reduzir inclinação lateral em curvas e melhorar a sensação de carro colado ao solo;
  • ESC atualizado com calibragem própria para o conjunto híbrido e maior integridade em condução esportiva e GT.

O resultado prático é uma sensação de condução mais afiada que a geração anterior, com a flexibilidade extra do modo elétrico em deslocamentos urbanos. Para quem busca a experiência W12 clássica, o GT S oferece uma alternativa moderna: mais explosão na entrega de potência e melhor comportamento dinâmico, embora com velocidade máxima marginalmente menor que a versão W12 de topo.

Design e interior: agressividade discreta com luxo contemporâneo

O CONTINENTAL GT S aposta em uma linguagem visual mais escura e agressiva dentro da família Continental. Do ponto de vista estético, a linha S busca um perfil mais “stealth” que comunica esportividade sem perder o requinte Bentley.

  • Exterior: abundância de acabamentos em preto substituindo cromados, faróis e lanternas com acabamento escurecido, rodas bicolor com opção full black e ponteiras de escape escuras que reforçam o caráter esportivo.
  • Interior: esquema bicolor exclusivo, painéis com acabamento em piano‑black e opções de metal brightwork escurecido para quem quer um contraste sofisticado sem brilho excessivo.

O pacote estético faz sentido dentro de um mercado que valoriza exclusividade discreta. Em termos de usabilidade, a inclusão de modos de condução pensados para transitar entre economia, conforto e performance torna o GT S um carro “dois em um” — luxo silencioso no modo elétrico e GT vigoroso quando combinado o V8.

Para leitores que acompanham lançamentos de veículos exclusivos e edições limitadas, a transição de linguagem estética da Bentley lembra movimentos recentes em marcas de alto desempenho. Se você se interessa por colecionáveis e movimentos de mercado, vale conferir o que aconteceu com modelos raros da própria Bentley em leilões como o Bentley Bacalar despenca em leilão e entender como percepção de mercado afeta preços.

Contexto comercial, estratégia corporativa e impacto no mercado

A chegada do GT S híbrido não é apenas um exercício técnico; é parte de uma nova estratégia da Bentley. Sob a liderança do CEO Frank‑Steffen Walliser, a montadora abandonou a meta de eletrificação total até o final da década e optou por um portfólio diversificado que mantém motores a combustão, híbridos e EVs.

Os números não mentem: a Bentley passou por quedas de vendas consecutivas — uma queda de cerca de 21,5% em 2024 seguida por mais 4,8% em 2025 — e encerrou 2025 com aproximadamente 10.100 unidades comercializadas. Essas retrações forçaram ajustes de portfólio e a manutenção de opções de motorização para preservar clientes tradicionais.

Analistas apontam que a retirada gradual do motor W12 do catálogo pode ter impactado a demanda de compradores que associam a Bentley ao esplendor sonoro e à sofisticação do bloco W12. Ao mesmo tempo, marcas do Brand Group Progressive como a Lamborghini registraram recordes de vendas, reforçando a necessidade de adaptar a oferta.

O GT S surge, então, como uma solução intermediária: entrega o incremento de performance proporcionado pela eletrificação sem sacrificar a identidade de luxo. Em mercados onde compradores começam a “repensar” a migração total para EVs, modelos plug‑in com autonomia elétrica útil (até 50 km) ganham tração — principalmente para clientes que usam o carro no dia a dia com deslocamentos curtos e aproveitam a entrega total de potência quando desejado.

Uma tendência relevante é o retorno de parte da demanda por motorização a combustão em alguns segmentos. Para entender melhor essa dinâmica, confira a análise sobre o movimento de consumidores em direção a gasolina novamente em Mais Compradores Estão Abandonando Carros Elétricos.

Como o GT S se posiciona frente à concorrência

Em termos de segmentação, a linha Continental agora fica organizada em:

  1. Modelo base
  2. GT S (híbrido, estilo e desempenho equilibrado)
  3. Speed (foco em performance máxima)
  4. Supersports (versão extrema, sem eletrificação e com tração traseira)

Competidores diretos incluem coupés/gran turismos de marcas premium que também investem em híbridos de alta performance. A estratégia da Bentley é minimizar a perda de identidade sonora e dinâmica que a clientela espera, enquanto amplia o apelo tecnológico e ambiental com um PHEV de alta potência.

Ainda que a Lamborghini e outras marcas do mesmo grupo tenham crescido em vendas, a Bentley aposta em uma narrativa de escolha: liberdade entre combustão, híbrido e elétrico. Se o objetivo era trazer atenção para a marca e recuperar fatias do mercado premium, o GT S tem potencial, mas depende de fatores como preço, customização e a aceitação da clientela tradicional.

O que o comprador deve saber antes de decidir

Autonomia elétrica: a promessa de até 50 km em modo EV é relevante para uso urbano e curtas viagens, reduzindo emissões e custos de combustível em trajetos diários. Para viagens longas, o motor V8 entra em cena e oferece desempenho substancial sem depender de infraestrutura de recarga.

Custo e manutenção: híbridos plug‑in de luxo exigem manutenção especializada e a bateria adiciona complexidade ao longo prazo. Entretanto, a integração elétrica permite regeneração de energia em frenagem e potencial redução de desgaste em componentes do trem de força em uso urbano.

Peso e comportamento: a inclusão do sistema elétrico e baterias traz aumento de peso, que pode afetar sensações de direção em comparação a variantes puramente a combustão. A compensação foi feita com sistemas de chassi ativos e direção nas rodas traseiras para manter agilidade.

Exclusividade e valor de revenda: modelos híbridos e de transição têm histórico de aceitação variada no mercado de usados. A rotatividade de preço depende da percepção de tecnologia e da disponibilidade de versões convencionais. Para contextos de colecionadores e movimentos de mercado extremo, veja como eventos de leilão impactaram modelos Bentley e outras peças raras em nossa cobertura sobre o Pagani HUAYRA 70 TRIONFO e outros supercarros de edição limitada.

Importante — a escolha entre um GT S híbrido e versões puras a combustão passa pela priorização entre eficiência e entrega de performance instantânea versus a experiência tradicional do motor W12.

Conclusões práticas para interessados

  • Se você quer um Bentley que combine aceleração explosiva, eficiência no dia a dia e tecnologias de chassi modernas, o GT S é uma proposta muito forte.
  • Para puristas que valorizam o som e a personalidade do W12, a retirada progressiva desse motor exige avaliar se a nova entrega de torque e a sonoridade do V8 híbrido atendem suas expectativas.
  • Considere custos de manutenção especializados e a disponibilidade de opções de personalização se a ideia é manter exclusividade e valor de revenda.

O lançamento do BENTLEY CONTINENTAL GT S híbrido sinaliza a intenção da marca de navegar a transição energética com diversidade de soluções. É uma jogada técnica e comercial que busca ao mesmo tempo recuperar apelo de mercado e preparar o terreno para os futuros EVs da Bentley, sem forçar uma ruptura abrupta com sua herança.

Se você curte comparativos entre linhas de luxo, tecnologia de alta performance e movimentos de mercado, também pode se interessar por como outras marcas de alto desempenho estão reagindo e customizando suas ofertas, como visto no trabalho da Larte Design com a LAMBORGHINI URUS SE e por tendências do setor.

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