SC-01 chega com DNA XIAOMI, 429cv e 0-100km/h em 2,9s. Saiba ficha técnica e por que ele interessa ao mercado europeu.

O que é o SC-01 e por que ele importa para o mercado europeu
O SC-01 surge como um cupê esportivo elétrico com posicionamento inusitado: parceria entre XIAOMI e JMEV, produção na Itália e foco absoluto na experiência do motorista. Ao contrário da maioria dos EVs contemporâneos, que crescem em peso e em telas, o SC-01 aposta na leveza (apenas 1.365 kg), chassi de alumínio e filosofia de design “wedge” inspirada em clássicos como o Lancia Stratos.
Do ponto de vista de geolocalização, a opção por fabricar na Itália não é apenas uma jogada de marketing: é uma estratégia para facilitar homologação, logística e percepção de qualidade na Europa — especialmente quando o lote inicial será limitado a 1.000 unidades. O lançamento oficial marcado para 24 de janeiro coloca o modelo como alternativa imediata antes que marcas de luxo lancem suas respostas elétricas.
Quem deve prestar atenção
- Entusiastas que valorizam dinâmica e peso reduzido mais do que infotainment volumoso.
- Compradores europeus que buscam esportividade elétrica por preço competitivo frente a marcas tradicionais.
- Collectors e early adopters interessados em edições limitadas e carros com produção local na Europa.

Ficha técnica, performance e o porquê da leveza ser vantagem
O SC-01 entrega números que chamam atenção sem depender de uma bateria gigante: conjunto bi-motor AWD com 429 hp combinados e bateria de 60 kWh. O resultado prático é impressionante, com 0-100 km/h em apenas 2,9 segundos — mérito tanto da potência quanto do peso total contido.
| Especificação | Detalhe |
|---|---|
| Configuração de motores | Dual motor (Bi-motor) |
| Tração | Integral (AWD) |
| Potência combinada | 429 hp (434 PS / 320 kW) |
| 0–100 km/h | 2,9 segundos |
| Bateria | 60 kWh |
| Autonomia (CLTC / WLTP estimado) | 500 km CLTC / ~435 km WLTP |
| Comprimento | 4.106 mm |
| Peso | 1.365 kg |
| Suspensão | Pushrod dianteira e traseira |
A escolha por uma bateria moderada de 60 kWh faz sentido na estratégia do carro: menos massa, menor consumo e frenagem térmica mais previsível durante condução exigente. A suspensão tipo pushrod reforça a ambição do SC-01 de entregar respostas de pista, algo que modelos focados em conforto raramente priorizam.
Comparações diretas que importam
A “dieta” do SC-01 o coloca em vantagem dinâmica clara. Ele é cerca de 520 kg mais leve que a versão RWD do MG Cyberster e 620 kg mais leve que a versão AWD do mesmo rival, além de ser consideravelmente menor que referências do segmento como o PORSCHE 718 Cayman e o ALPINE A110. Essa vantagem de massa não apenas melhora aceleração e frenagem, como também reduz desgaste de pneus e componentes, além de melhorar eficiência real em uso esportivo.
Para leitores que acompanham as grandes respostas do mercado, vale notar como a chegada do SC-01 complementa um movimento: enquanto fabricantes de luxo anunciam novas gerações elétricas, modelos como este apostam em foco, simplicidade e preço agressivo. Se quiser comparar como outras marcas estão resolvendo problemas de autonomia e carregamento em SUVs elétricos, confira este exemplo prático com o VOLVO EX60 2027.

Design interno, interface e a aposta na experiência de direção
O interior do SC-01 é propositalmente minimalista. Em vez do “paredão” de telas sensíveis ao toque que domina os EVs modernos, a cabine privilegia controles físicos, um único visor para o condutor e ergonomia voltada à pilotagem. Essa escolha ressoa com uma parcela de entusiastas que reclamam do excesso de distrações eletrônicas e da perda do contato mecânico com o carro.
Elementos-chave do interior:
- Controles físicos para climatização e ajustes rápidos, úteis em condução esportiva.
- Cockpit focado no piloto com um visor único e informações essenciais de desempenho.
- Acabamentos e materiais com apelo funcional, priorizando leveza e sensação premium sem ostentação digital.
Essa postura “menos é mais” até relembra soluções clássicas do automobilismo, algo que está atraindo atenção em tempos onde muitos EVs perdem identidade ao virar estações multimídia sobre rodas. Se você se interessa por como marcas esportivas estão reagindo ao novo ciclo elétrico, a discussão sobre o futuro dos esportivos elétricos e híbridos está cada vez mais quente, veja como algumas fabricantes tradicionais estão se reposicionando em modelos extremos como o PORSCHE 911 GT3.

Preço, posicionamento e valores geográficos
Na China o SC-01 tem um preço doméstico bem competitivo (cerca de 229.800 yuan), mas para o mercado europeu o valor projetado sobe para algo na faixa de €61.000 (~£53.000 / $72.000). Apesar do aumento, o carro ainda busca se posicionar como alternativa de alto desempenho com custo relativamente contido frente às novas propostas da Porsche, Alpine e Lotus.
Essa diferença de preço entre os mercados (e entre CLTC e WLTP em termos de autonomia) é comum em lançamentos internacionais e inclui tarifas, homologação e logística. Para o consumidor europeu, a produção local na Itália ajuda a reduzir alguns desses custos percebidos e agrega ao apelo de “carro feito na Europa”, o que tem peso de marca para muitos compradores.
O timing também é relevante: em um momento em que alguns segmentos questionam a massa dos EVs e procuram alternativas mais diretas, o SC-01 apresenta um argumento convincente para quem não quer abrir mão do desempenho em nome do futurismo digital.
Seja para colecionadores, pilotos amadores ou entusiastas urbanos que desejam um cupê elétrico com personalidade, o SC-01 tem uma proposta bem clara: menos peso, mais direção. Para quem acompanha lançamentos e quer comparar novas estratégias de marcas asiáticas com produção europeia, esse é um dos casos mais interessantes a observar nos próximos meses.


















